Cruzeiro do Sul - Acre, quarta-feira, 19 de setembro de 2018

Publicado em 2 de junho de 2015

Dnit critica condições da BR-364 no AC e diz que reconstrução só em 2016

dnit critica situação da br 364 2A situação da BR-364, entre Rio Branco e Tarauacá, tem sido motivo de grande preocupação para os motoristas que precisam trafegar pelo local. Na viagem, de aproximadamente 400 km, é possível encontrar inúmeros buracos e alguns pontos da via têm funcionado somente com metade da pista, devido a processos erosivos. Atualmente, a estrada é de responsabilidade do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit).

Segundo o supervisor do órgão no Acre, Thiago Caetano, os problemas na rodovia se estendem ainda mais, chegando até o Rio Liberdade, próximo ao município de Cruzeiro do Sul. Ele explica que o Dnit assumiu a rodovia somente no final do ano passado. Antes disso, a via era de responsabilidade do governo do estado.

dnit critica situação da br 364 3“Não imaginávamos que iríamos assumir a rodovia em condições tão precárias. Entramos para trabalhar nela em fevereiro deste ano, no meio do inverno, e ela já estava nessas condições, com muitos pontos de atoleiro e erosões. Até hoje, ainda está chovendo muito lá. Devido às chuvas, não tem como mexer com asfalto, estrutura de pavimento”, afirma.

Caetano afirma que, na verdade, a rodovia precisa se reconstruída, pelo menos na parte mais crítica. Para isso, o órgão está realizando estudos para viabilizar a obra, que só deve ser iniciada a partir de meados do próximo ano.

“De Sena Madureira até o Rio Liberdade, que é o pior trecho, nosso planejamento é reconstruir a estrada. Para deixar no padrão de qualidade do Dnit, precisamos fazer uma série de estudos para não cometer os mesmos erros do passado. Se as empresas cumprirem com o cronograma e não faltar orçamento, a nossa previsão é que no verão do ano que vem seja iniciado o trabalho de reconstrução”, diz.

dnit critica situação da br 364No entanto, o supervisor do Dnit garante que um trabalho de manutenção da via está sendo feito nos trechos emergenciais. Sobretudo, para evitar a interdição e interrupção do tráfego no local. “Como não daria tempo de fazer um trabalho de maior porte, optamos em curto prazo assinar contratos de manutenção. São os contratos feitos hoje, que contemplam as situações mais críticas, como erosões, atoleiros e buracos. Sabemos que não vai resolver o problema, mas nosso compromisso é não deixar fechar a rodovia”, acrescenta.

O taxista Ranieri Fernandes, que costuma fazer o trajeto com passageiros, é um dos que sofrem com os riscos da BR-364. Para ele, todo cuidado é pouco na viagem. “A estrada coloca nossa vida em risco. Tem que dirigir com muita cautela, com prudência, para não arriscar a minha vida e dos meus clientes”, afirma.

Segundo o aposentado Almir Fernandes, a dificuldade é ainda maior para os condutores de carros de pequeno porte. Ele contabiliza os prejuízos. “Meu carro está amassado no ‘bico’ e no tanque de tanto bater, mas temos que passar por aqui”, conta. Quem concorda com o aposentado é o motorista Sebastião de Souza. “O carro passa pelos buracos, mas muito devagar, porque bate muito embaixo”, fala.

G1 – Colaborou Leandro Manhães, da Rede Amazônica no Acre

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