Cruzeiro do Sul - Acre, terça-feira, 20 de novembro de 2018

Publicado em 30 de janeiro de 2016

Lula se enrolou por não ter seguido o exemplo do companheiro José Mujica

As ações do presente se refletem no futuro. Essa premissa do destino é irrefutável. Mas parece que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não levou a sério a “lei do karma”. De origem humilde e trabalhador, Lula se encantou com o poder e as suas benesses. Assim o “pai dos pobres” resolveu ser um homem rico e, agora, terá que responder à Justiça as “suspeitas” que pairam sobre ele. Lula afirma que não é dono de um apartamento tríplex no Guarujá, no litoral de São Paulo, mas admite que tinha uma opção de compra do imóvel. O luxuoso sítio de Atibaia (SP) que frequentava é de um “amigo”. Os negócios do seu filho milionário Fábio Luiz também não são frutos de lobby. Quanto aos R$ 54 milhões que passaram por suas contas bancárias em pouco mais de três anos, o dinheiro foi gerado por palestras.

Além disso tudo, Lula é o homem mais honesto do Brasil, segundo ele mesmo. Fica difícil para a opinião pública aceitar todas essas defesas. Realmente existe uma perseguição e um foco da imprensa sobre o ex-presidente. Era previsível e, por isso, Lula deveria ter se prevenido e não deixado tantos flancos abertos. Lula quebrou diversos paradigmas e fez dois bons mandatos presidenciais. Mas falhou ao cair em tentação. Não havia essa necessidade. Se não fossem tantas suspeitas, Lula seria um líder mundial, inclusive, com chances de chegar ao Secretariado Geral da ONU.

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O contraponto
Também de esquerda, o ex-presidente do Uruguai, José Mujica, terminou o seu mandato morando na mesma humilde casa em Montevidéu. Vive da aposentadoria de funcionário público e anda de carro usado. Durante uma entrevista afirmou que preferiu comprar um helicóptero com equipamentos médicos do que um avião presidencial.

O desperdício
No mesmo depoimento Mujica afirma ainda o seguinte: “Não estou pregando que as pessoas tenham que viver em casas com tetos de palhas. Estou sugerindo que acabem com o desperdício e os gastos inúteis. E com essas mansões suntuosas que precisam de vários empregados. Para quê tudo isso? Se pode viver com muito mais sobriedade e gastando os recursos em coisas que sejam realmente importantes para a sociedade. Isso significa o espírito republicano que se perdeu na política atual”.

A “briga” pelo poder
Mujica se refere a política atual como uma busca desenfreada pelo poder. “Não se pode dizer que não existem recursos. Não há governança política. Os governos estão preocupados em quem vão vencer nas próximas eleições e quem vai sentar no trono. Estão brigando pelo poder, mas se esquecem das pessoas.”

Onda de conservadorismo
Assistimos impassíveis um deputado federal de extrema direita e ultra conservador se projetar nas redes sociais como um herói e presidenciável competitivo. Bolsonaro (PP) adotou um discurso fácil. Pena de morte, discriminação ao homossexualismo, economia de mercado. Agora, de quem é a culpa de um político retrógrado como Bolsonaro se tornar uma opção no Brasil?

A crise da esquerda
Na minha avaliação, a própria esquerda deu margem ao surgimento dessa direita conservadora. O PT está há 13 anos no poder. E a cada dia se descobre mais e mais que utilizaram dos mesmos mecanismos da direita para permanecerem no poder. O próprio ministro Jaques Vagner do PT admitiu que “quem nunca comeu melado quando come se lambuza” e que o seu partido caiu em tentação.

Os donos do mundo
Aqui mesmo no Acre a gente assiste a longa governança do PT. São inegáveis os avanços. Mas o que cria essa antipatia popular é a maneira arrogante como conduzem o processo daquilo que deveria ser público. Aos aliados tudo é permitido. Não importa a capacidade individuo, mas sim a sua opção política.

Outro exemplo não seguido
O governador do Mato Grosso, Reinaldo Azambuja (PSDB), ganhou a eleição em 2014 e nomeou o seu secretariado conforme a capacidade técnica de cada um. Pescou na sociedade os nomes que poderiam dar conta das tarefas de administrar o estado sem levar em conta opções políticas.

Corrida da corrupção
Assim quando se escreve algo que relaciona o PT à corrupção vem logo a resposta: Os tucanos foram ainda mais corruptos. Mas o que importa isso à população? Não é uma disputa para saber quem mais cometeu ilegalidades e se apropriou da maior quantidade de recursos públicos. O importante para as pessoas é saber se o sistema de saúde está funcionando, se a segurança pública é eficiente, se existe emprego para quem quer trabalhar.

Tudo tem o lado positivo
Tem duas iniciativas dos governos do PT que admiro. Ao contrário daqueles que acham que o Bolsa Família é um programa apenas assistencialista, acho que foi a maior inciativa de distribuição de renda do país. Também na educação o PT acertou ao criar o PROUNI e o FIES, que deram acesso aos jovens de baixa renda à universidade. O PT investiu na criação de mais universidades federais e nos Institutos Federais. Deixará um legado positivo nessa área.

As pessoas preferem o original e não a cópia
O primeiro ano do segundo governo da presidente Dilma (PT) foi um desastre. Ela governou para quem não votou nela e com as premissas do PSDB. Dólar alto para facilitar as exportações em detrimento do aquecimento do mercado interno. Aumento de impostos e embate nas relações políticas. Toma lá dá cá de cargos para manter a hegemonia no Congresso Nacional e, consequentemente, a loteação partidária do seu governo. Sem falar na paralisia de ações efetivas e um ano perdido para o Brasil. Um horror.

O outro lado
Não acredito que Dilma esteja ligada diretamente a alguma ação de corrupção. Ela sempre foi uma profissional bem sucedida. Ao contrário do seu antecessor Lula, nunca foi pobre. Obviamente não quero dizer que pobre tem tendência à corrupção. Estou me referindo a alguns que vêm na política uma forma de rápida ascensão social. Portanto, Dilma que teve uma carreira vitoriosa não se seduziria por meia dúzia de moedas de prata. Se tiver algum envolvimento será no seu entorno. Coisas que aconteceram para garantir a vitória eleitoral. O que faz essa onda de impeachment crescer é o imobilismo do seu governo e o suposto envolvimento do seu partido. Mas o impeachment, não sei se pelo recesso do Congresso Nacional, tem esfriado. Então é rezar para que Dilma acorde e coloque novamente o país no eixo porque quem sofre mais são sempre os desprivilegiados.

Fonte:ac24horas – Coluna do Nelson

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