Cruzeiro do Sul - Acre, sábado, 17 de novembro de 2018

Publicado em 20 de abril de 2015

Idoso mata companheiro de caçada ao confundí-lo com veado

Manoel Oliveira da Conceição

Manoel Oliveira da Conceição – vítima

O incidente aconteceu por volta das 21 horas desta sexta-feira, 17, no Igarapé Arrependido, localizado próximo ao Seringal Novo Horizonte, a pouco mais de 1 hora de barco da sede do município de Guajará-AM. O agricultor Manoel Oliveira da Conceição, 51, o Manoelzinho, foi vítima de um disparo de espingarda durante uma caçada. O idoso de 64 anos de idade que efetuou o disparo afirmou que confundiu o amigo com um animal.

Os três homens saíram de casa à tarde com o objetivo de matar pacas e no meio da caçada decidiram se dispersar. Manoel e Renilson Braz de Amorim, 34, foram para um lado em uma canoa e o outro caçador, Bejamin da Silva Ferreira, 64, foi para outra região.

Depois de mais de uma hora, as duas canoas se aproximaram e Manoel focou rapidamente com uma lanterna. De acordo com Renilson, como o foco da lanterna estava fraco, o idoso não  teria percebido que eram os dois amigos que se aproximavam e disparou.

Renilson Braz de Amorim

Renilson Braz de Amorim – amigo

Os estilhaços acertaram o peito e o rosto de Manoel que só teve tempo de bradar “me matou”. Renilson que estava na popa da canoa por pouco também não foi atingido.

“Ele estava subindo e a gente ia baixando e quando nós avistamos eu disse, rapaz desliga essa lanterna que ele já está vendo a gente. Quando nós chegamos perto ele atirou. Ainda passou um caroço de chumbo raspando a minha cara. Mas acho que ele não tem culpa não” – argumentou Renilson.

De acordo com a testemunha, logo que percebeu que tinha baleado o companheiro, Benjamin entrou em desespero e ainda tentou se matar. “Ele gritava que se Deus existe, fizesse com que o Manelzinho não morresse, mas em um prazo de dez minutos ele deu os últimos suspiros. Na hora foi preciso eu tomar a espingarda dele porque, se não, teria tirado a própria vida também” – contou Renilson.

Os dois caçadores trouxeram o corpo para a comunidade e entregaram para a família. Bejamin, que é mais conhecido por Beja, se apresentou na Delegacia de Guajará durante a manhã deste sábado (18). No depoimento ele afirmou que, quando percebeu a movimentação na água, teve a impressão de está vendo um veado que atravessa o igarapé, por isso teria apertou o gatilho.

 Durante o interrogatório o idoso passou mal e foi liberado após prestar depoimento. O delegado Paulo Gadelha afirmou que ele será indiciado por homicídio culposo, tipificado pela falta de intenção de matar.

Tribuna do Juruá

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