Cruzeiro do Sul - Acre, sábado, 17 de novembro de 2018

Publicado em 14 de abril de 2015

Família nega que jovem estivesse armado no momento que foi morto pela polícia

O sentimento de revolta toma conta dos familiares e amigos de Jardel Gondim Morais, de 20 anos de idade, que foi vítima de um disparo efetuado por um policial militar, na tarde de domingo (12) no município de Rodrigues Alves. O corpo do rapaz foi sepultado nesta segunda-feira (13) debaixo de forte comoção e protestos contra a ação dos policiais envolvidos no episódio. De acordo com a avó e o tio, o jovem não teria reagido com a intenção de tentar contra a guarnição que tentava conduzi-lo para a delegacia.

Dona Maria Francisca de Souza

Dona Maria Francisca de Souza – Avó

Dona Maria Francisca de Souza, 68, contou que depois de ter escapado dos policais de Cruzeiro do Sul, seu Neto chegou a casa dela, em Rodrigues Alves, e pediu para tomar um banho. Em seguida vestiu uma roupa do tio dele, mas não aceitou a comida oferecida pela avó.

“Ele disse que estava sendo procurado pela polícia e eu mandei ele se esconder na minha casa. Pouco tempo depois os policiais chegaram e ele tentou correr, mas não estava armado. Um policial ainda o segurou dentro de um baixo, mas não conseguiu porque ficou atolado. Foi ai que outro PM puxou a arma e deu dois tiros apenas para fazer medo. Logo em seguida meu neto começou a correr e então o policial atirou outra vez e acertou meu neto. Eles mataram porque quiseram mesmo” – protestou aposentada.

De acordo com Antônio Carlos Gondim, seu sobrinho só queria fugir do local, mas não teria utilizado arma par ameaçar os policiais. “Ele não estava armado e foi atingido pelas costas no momento que tentou correr” – afirmou o tio.

Marciene Morais Gondim

Marciene Morais Gondim – Irmã

Marciene Morais Gondim acredita que o fato de seu irmão ter se envolvido em uma ocorrência em Cruzeiro do Sul, onde durante uma briga teria ferido um homem com dois golpes de faca, não justifica a atitude do policial que efetuou o disparo que tirou a vida de Jardel. “Só Deus que é quem dá a vida, tem o direito de tirar. Não eles que são despreparados. Eles não eram quartro, por que não conseguiram segurar o meu irmão e algemar para levar par a delegacia> Nós queremos justiça porque foi uma covardia o que fizeram” – desabafou a mulher em desespero.

Jardel

 

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