Cruzeiro do Sul - Acre, quarta-feira, 19 de setembro de 2018

Publicado em 25 de janeiro de 2015

Agente tenta entrar em presídio com droga em carteiras de cigarro no AC

Homem foi preso em flagrante durante vistoria de rotina. Agente não sabia que droga estava com cigarros, diz advogado de defesa.

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Antônio Francisco Nepomuceno

Um agente penitenciário foi preso em flagrante neste sábado (24) suspeito de tentar entrar no presídio Francisco d’Oliveira Conde, em Rio Branco, com 40 tabletes de maconha escondidas em carteiras de cigarro lacradas. Antônio Francisco Nepomuceno, de 41 anos, foi flagrado com a droga quando passava por uma vistoria de rotina. O agente foi levado à Delegacia de Flagrantes e, em seguida, deve ser encaminhado ao presídio.

O advogado de defesa José Ildson nega que a droga seja do agente. Segundo ele, o parente de um dos presos teria levado as carteiras de cigarro e o agente passou na revista sem saber o que tinha no interior do objeto.

Antônio Francisco Nepomuceno“O parente levou o cigarro para que ele levasse ao procedimento normal, e não que entrasse com o maço no presídio. E foi exatamente isso que ele fez. Os cigarros estavam devidamente lacrados, e na revista foi verificado que tinham drogas. Foi feita uma diligência para tentar encontrar a pessoa que colocou a droga no cigarro e que tinha essa motivação do tráfico, para que ela responda pelo crime de tráfico de drogas”, defende o advogado.

De acordo com o delegado Rodrigo Noll, mesmo que não houvesse droga dentro das carteiras o agente já estaria fazendo um ato ilegal ao levar o material para o presídio. “Já é proibido adentrar com cigarro no presídio, ainda mais com esse ‘recheio’ de drogas. Ainda será apurado se existe a participação de outras pessoas”, explica.

Segundo o delegado, o agente deve responder pelo crime de tráfico de drogas

O presidente do Sindicato dos Agentes Penitenciários do Estado do Acre (Agepen-AC), Adriano Marques, se pronunciou sobre a prisão. Ele explica o funcionário já trabalhava há seis anos no sistema penitenciário e nunca tinha se envolvido com investigações administrativas ou judiciais.

“Nenhum servidor tem autorização para entrar no presídio com produtos para presos, existe um setor específico na penitenciária em que é feita a entrega de materiais, com dias e horários de funcionamento. Ele sempre foi muito prestativo, participava de manifestações da categoria e até então não tinha investigação administrativa ou judicial. O sindicato repudia qualquer ato de criminoso entre os servidores”, afirma.

Veriana Ribeiro-Do G1 AC

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