Cruzeiro do Sul - Acre, quarta-feira, 21 de novembro de 2018

Publicado em 15 de julho de 2011

Senadores gastam 19,4 milhões com verba indenizatória no 1º semestre

Enquanto 7 senadores não gastaram um centavo,  Jorge Viana e Anibal Diniz (PT-AC)  gastaram juntos mais de R$ 143 mil em apenas 5 meses.

Em cinco meses de trabalho neste ano, 76 dos 81 senadores da República acumularam um gasto de R$ 19,4 milhões da verba indenizatória, que é a cota mensal disponível a cada parlamentar para o custeio de atividades relacionadas ao mandato.

Levantamento feito pelo G1 mostra que, de fevereiro a junho deste ano, os senadores empregaram, em média, R$ 3,8 milhões por mês para pagar uma lista de despesas que inclui gastos com telefonia, alimentação, divulgação da atividade parlamentar e deslocamento.

Em média, o custo mensal do mandato desses senadores chegou a R$ 51 mil. Os dados foram obtidos por meio do Portal da Transparência, no site oficial do Senado, e se referem ao período de fevereiro, início da atual legislatura, até o mês junho.

A reportagem considerou apenas os senadores que estão no exercício do mandato desde fevereiro, quando os parlamentares da atual legislatura tomaram posse.

Ficaram de fora da pesquisa a ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann (PT-PR), e o senador Sérgio Souza (PMDB-PR), que a substituiu; Marisa Serrano (PSDB-MS) – que assumiu uma vaga no Tribunal de Contas de Mato Grosso do Sul e seu suplente Antonio Russo (PR-MS); o ex-ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento (PR-AM), que deixou o cargo no Executivo há duas semanas e seu suplente João Pedro (PT-AM); Reditário Cassol (PP-RO), que assumiu a vaga do filho Ivo Cassol (PP-RO) na última quarta (13), e o ex-senador Itamar Franco (PPS-MG), morto no início de julho, que teve a vaga ocupada por Zezé Perrella (PDT-MG).

Gastos unificados

No início de junho, a Mesa Diretora do Senado unificou os recursos da cota de passagens e da verba indenizatória, destinada ao custeio das atividades administrativas do mandato.

Por esse motivo, o levantamento não considera o dinheiro utilizado para compras de passagens antes da determinação assinada pelo primeiro-secretário do Senado, Cícero Lucena (PSDB-PB), no dia 3 de junho.

O recurso mensal para o custeio de passagens varia entre R$ 6 mil e R$ 23 mil, dependendo do estado de representação do senador. O valor gasto com bilhetes aéreos é reembolsado ao parlamentar, mediante a apresentação do comprovante da compra.

Já os valores a serem pagos com recurso da verba indenizatória são comprovados por meio de notas fiscais.

A diretoria-geral do Senado informou ao G1 que, atualmente, seis servidores desenvolvem os trabalhos de análise e processamento da Cotas para o Exercício das Atividades Parlamentares dos Senadores (Ceaps).

Quem não usa

Dos 76 senadores pesquisados, apenas sete não utilizaram a cota para atividades parlamentares: o presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP), Pedro Simon (PMDB-RS), Rodrigo Rollemberg (PSB-DF), Cristovam Buarque (PDT-DF), Eduardo Braga (PMDB-AM), Lobão Filho (PMDB-MA) e Eunício Oliveira (PMDB-CE).

Esses exemplos são possíveis porque cada gabinete recebe uma verba para o pagamento de salários e o custeio administrativo e alguns parlamentares julgam desnecessário o uso da cota para pagar as despesas do mandato.

A assessoria do presidente do Senado informou que Sarney abriu mão de utilizar a cota para atividades parlamentares tanto no gabinete da Presidência quanto no gabinete particular do senador.

Já o senador Pedro Simon (PT-RS) disse que não utiliza os recursos porque é contra a existência de uma verba para reembolso de despesas banais dos parlamentares, como jantares, aluguéis de carros, entre outros.

“Eu já moro no apartamento do Senado. Tenho direito a passagens, tenho direito telefone, cota de selos e cota de impressão na gráfica, o que é normal. Agora, sou contra essa cota para reembolso. O senador já tem benefício, não precisa pedir reembolso de jantar”, exemplificou Simon.

Apesar de não ter gasto no primeiro semestre o recurso disponível, o senador Eduardo Braga (PMDB-AM) afirmou, por meio de sua assessoria, que não abriu mão da cota para atividades parlamentares. Segundo o gabinete, Braga pretende fazer um planejamento para usar o dinheiro de forma “racional e eficiente”.

Para Rodrigo Rollemberg (PSB-DF), a cota para atividades parlamentares precisa ser utilizada de forma “austera”. Ele defende que o recurso esteja disponível para os senadores, mas ressalta que a população deve fiscalizar.

“Não usei porque não julguei necessário. Tenho procurado ser bastante austero na utilização de recursos públicos e ainda mais no meu caso de parlamentar de Brasília. Tenho cota na gráfica do Senado, carro com combustível. O importante é que cada parlamentar tenha consciência de como deve utilizá-la [a cota]. Não sou contra, mas acho que tem de ser usada de forma moderada”, disse o senador do Distrito Federal.

O G1 entrou em contato com os senadores Cristovam Buarque (PDT-DF), Lobão Filho (PMDB-MA) e Eunício Oliveira (PMDB-CE) e não obteve retorno até a publicação da reportagem.

SENADOR  TOTAL (em R$)

Acir Gurgaz (PDT-RO)    8.2673,19

Aécio Neves (PSDB-MG) 58.285,68

Aloyzio Nunes Ferreira (PSDB-SP) 48.749,88

Álvaro Dias (PSDB-PR)   6.151,24

Ana Amélia (PP-RS)        29.007,33

Ana Rita (PT-ES)               81.724,18

Ângela Portela (PT-RR)                 124.816,44

Aníbal Diniz (PT-AC)       71.373,67

Antônio Carlos Valadares (PSB-SE)         54.774,33

Armando Monteiro (PTB-PE)     61.238,68

Ataídes Oliveira (PSDB-TO)         27.790,54

Benedito de Lira (PT-AL)              41.900,19

Blairo Maggi (PR-MT)    46.777,39

Casildo Maldaner (PMDB-SC)    72.644,11

Cícero Lucena (PSDB-PB)             89.800,40

Ciro Nogueira (PP-PI)    71.725,77

Clésio Andrade (PR-MG)             12.777,83

Cristovam Buarque (PDT-DF)     0

Cyro Miranda (PSDB-TO)             48.290,03

Delcídio do Amaral (PT-MS)       58.838,57

Demóstenes Torres (DEM-GO)                102.365,33

Eduardo Amorim (PSC-SE)          76.796,17

Eduardo Braga (PMDB-AM)       0

Eduardo Suplicy (PT-SP)               17.290,33

Epitácio Cafeteira (PTB-MA)      77.474,95

Eunício Oliveira (PMDB-CE)        0

Fernando Collor de Mello (PTB-AL)        82.217,99

Flexa Ribeiro (PSDB-PA)              60.000,00

Francisco Dornelles (PP-RJ)        80.073,54

Garibaldi Alves (PMDB-RN)        8.294,24

Geovani Borges (PMDB-AP)      37.478,23

Gim Argello (PTB-DF)    95.000,00

Humberto Costa (PT-PE)             78.957,53

Inácio Arruda (PCdoB-CE)           81.421,36

Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE)                72.693,48

Jayme Campos (DEM-MT)          54.607,77

João Alberto Souza (PMDB-MA)              33.158,87

João Durval (PDT-BA)    107.831,88

João Vicente Claudino (PTB-PI)                71.486,31

Jorge Viana (PT-AC)       73.734,19

José Agripino (DEM-RN)              54.586,66

José Pimentel (PT-CE)   49,939,57

José Sarney (PMDB-AP)              0

Kátia Abreu (DEM-TO) 72.609,78

Lídice da Mata (PSB-BA)              79.087,50

Lindbergh Farias (PT-RJ)              23.651,82

Lobão Filho (PMDB-MA)              0

Lúcia Vânia (PSDB-GO)                 79.462,83

Luiz Henrique da Silveira (PMDB-SC)      45.796,88

Magno Malta (PR-ES)    27.781,95

Marcelo Crivella (PRB-RJ)            63.336,89

Maria do Carmo Alves (DEM-SE)              42.280,88

Marinor Brito (PSOL-PA)              56.474,07

Mário Couto (PSDB-PA)               80.379,98

Martha Suplicy (PT-SP)                 7.267,04

Mozarildo Cavalcante (PTB-RR)                79.085,72

Paulo Bauer (PSDB-SC)                 66.798,20

Paulo Davim (PV-RN)    69.418,03

Paulo Paim (PT-RS)         66.323,08

Pedro Simon (PMDB-RS)             0

Pedro Taques (PDT-MT)              75.936,77

Randolf Rodrigues (PSOL-AP)    62.172,68

Renan Calheiros (PMDB-AL)      46.436,98

Ricardo Ferraço (PMDB-ES)        44.843,34

Roberto Requião (PMDB-PR)    54.771,08

Rodrigo Rollemberg (PSB-DF)    0

Romero Jucá (PMDB-RR)             69.316,95

Sérgio Petecão (PMN-AC)          68.081,93

Valdir Raupp (PMDB-RO)            72.253,50

Vanessa Graziottin (PCdoB-AM)              56.919,53

Vicentinho Alves (PR-TO)            75.093,17

Vital do Rêgo (PMDB-PB)            53.575,27

Waldemir Moka (PMDB-MS)     82.865,84

Walter Pinheiro (PT-BA)              62.385,70

Wellington Dias (PT-PI)                76.075,19

Wilson Santiago (PMDB-PB)       91.240,08

Fonte – Porta G1

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    Comentários:

    1. damy disse:

      51 mil gastos…em luz,alimentaçao,deslocamento…..nossa serio…hj n durmo

    2. CZS disse:

      Vergonha hem senadores… e ainda querem ter super salarios, eu pergunto pra q? se vcs tem dinheiro a disposição de vcs pra gastar a hr q quiser… o Brasil so vai ter geito quando o povo se revoltar e fechar o congresso, quebrar tudo pois os politicos antes ainda tinham medo da opniao publica mas como sabem q o povo brasileiro é besta de mais entao nao tao nem ai pro q alguns vao pensar… acorda Brasil pois esses vermes estão acabando com o nosso país, fazem o q querem…esse país é nosso e não deles..vamos fazer algo!!

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