Cruzeiro do Sul - Acre, quarta-feira, 19 de setembro de 2018

Publicado em 19 de janeiro de 2017

Açougueiro acusado de atirar na polícia é posto em liberdade 48 horas após o cometer o crime

Marcelo Pontes PedrozaMarcelo Pontes Pedroza, de 34 anos, preso na última segunda-feira, 16, acusado de atirar contra uma guarnição da policia militar, durante uma perseguição, já está em liberdade, 48 horas após ser detido. A liberdade foi concedida pelo Juiz que responde provisoriamente pela Primeira Vara Criminal, Erike Fonseca Farhat, após audiência de custódia.

A decisão gerou revolta por parte de policiais militares de Cruzeiro do Sul. Um PM utilizou uma  rede social para externar seus sentimentos de revolta.

“Portar ilegalmente uma de arma de fogo, utiliza-la para dar uns “disparos “em via pública, atirar contra uma viatura policial e contra os PM de serviço (leia se: servindo e protegendo vc) o que caracteriza tentativa de homicídio, colocar em risco a vida dos transeuntes que passavam pela via pública, causar dano ao patrimônio público, utilizar moto adulterada e roubada para cometer tais delitos… e, sabe o que acontece? #Nada. Isso mesmo já está em liberdade os “santos anjos” que fizeram tudo isso!!! Audiência d custódia é o caralho mesmo! E sabe o que é mídia nas redes sociais ? Um bando de baderneiros do caralho atrapalhando o serviço policial, na ocorrência d biblioteca em Rio Branco. Cadê o protesto agora???????? Aí não tem né! Ahhhhhh me poupe!”, escreveu um militar em sua pagina pessoal no facebook.

O presidente da Associação do Militares do Estado Acre, o Sargento Joilson Dias, se pronunciou pela categoria. Segundo ele, a situação é preocupante e tem sido motivo de revolta por parte da categoria.

“Estamos enxugando gelo, a PM prende e a justiça manda soltar. Situações como essa tem criado no policial militar uma sensação de impotência. Segundo dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), 50% das audiências de custódia realizadas no Estado Acre, no ano de 2016, resultaram em soltura por parte da justiça. Isso é preocupante”, disse.

O segundo envolvido, Jardel Gomes de Oliveira, de 20 anos, que estava na garupa da moto utilizada na fuga, acusado de efetuar disparos contra a viatura da policia foi ouvido pelo delegado responsável e indiciado em flagrante por vários crimes, entre eles, tentativa de homicídio e porte ilegal de arma de fogo. O suspeito continua internado no hospital do Juruá, onde se recupera de um ferimento à bala, na região do tórax.

O Juiz Erike Fonseca Farhat, não foi encontrado para comentar sobre sua decisão.

Tribuna do Juruá

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